Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 26/05/2020

De acordo com a lei 13.535/17 do Estatuto do Idoso, é dever do estado apoiar a criação de universidades abertas para idosos. Entretanto, a realidade mostra-se diferente visto que ainda existem empecilhos, tais como a baixa contribuição dos idosos na sociedade e a dificuldade de inclusão tecnológica e aprendizado dos mesmos, que não permitem a total efetividade da norma.

Em primeira análise, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 13% da população atual é composta por idosos, e, de acordo com estimativas do IBGE, até 2030 a população será majoritariamente idosa. Além disso, com o aumento progressivo de pessoas de terceira idade deve-se haver maior contribuição dos mesmos para a sociedade. Assim, sua inclusão no ensino superior permitirá que isso seja possível.

Ademais, conforme pesquisa realizada com idosos pela USP, para entender sua relação com as novas tecnologias, demonstra que 24% dos provectos tem medo de utilizar os aparelhos e 40% tem receio de quebra-los. Outrossim, é comprovado cientificamente que ao longo dos anos a capacidade de aprendizado diminuí, tornando assim os idosos um desafio à pedagogia. Diante disso, essas pessoas necessitam de cuidados especiais em sua vida acadêmica.

Logo, o Ministério da Educação deve criar projetos, como cursos de informática básica para idosos e extensões universitárias com alunos da área da educação para que eles deem os cuidados especiais necessários ao desenvolvimento do idoso na universidade. Espera-se que com essas ações os idosos sejam progressivamente inclusos no ensino superior.