Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 02/05/2020

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade o qual se aplica a questão dos desafios para a inclusão do idoso no ensino superior. Nesse sentido, cabe salientar que o preconceito existem nos alunos mais novos dificulta o ingresso e permanência dos mais velhos nas instituições de estudo. Ademais, vale ressaltar que a mudança abrupta da rotina dos indivíduos é um empecilho para a o incorporação nas universidades. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto de prejulgamento, a revista Ensino Superior publicou em sua página na web que a quantidade de idosos nas faculdades aumentou cerca de 47% nos últimos anos. Com isso, nota-se que é cada vez mais comum a presença de pessoas mais velhas no âmbito estudantil. Desse modo, o preconceito arraigado na sociedade, principalmente por parte dos universitários mais jovens, de que os idosos não tem conhecimento suficiente e não terão traquejo ao lidar com questões tecnológicas dificulta a inclusão e continuação dessas pessoas na vida universitária. Logo, é essencial que se altere essa realidade.

Ainda nesse viés, a modificação radical da rotina dos mais velhos é um agravante para a inserção desses indivíduos no ensino superior, pois apesar da disponibilização para estudar, o cotidiano acadêmico é, por vezes, cansativo e com pressão. Assim, vai de encontro ao dia a dia dos idosos. Além disso, as limitaçoes fisiologicas como, por exemplo: visao, é um fator a ser levado em consideração, porque o material didático das bibliotecas comumente não estão adequados para esse seguimento de estudante. Dessa forma, acrescenta uma barreira para a colocação de pessoas idosas na universidade.

Portanto, para resolver essa questão, faz-se necessário que o Estado atue por intermédio do Ministério da Educação (MEC) ao promover palestras com idosos recém ingressados, já formados e educadores para desmistificar dúvidas e afirmativas a respeito desses seres. Em adição, o MEC deve fomentar cursos de nivelamento tecnológico nas próprias instituições orientadas pelos alunos, para que assim haja maior interação e aprendizado entre os estudantes. Somado a isso, o MEC deve estimular nas faculdades orientadores que ensinem e auxiliem os idosos na adequaçao a rotina universitaria. Dessa maneira, paulatinamente, conseguir-se-à reduzir os desafios para a inclusao de isosos no ensino superior.