Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 02/05/2020

Em consonância com o filósofo Friedrich Hegel o Estado deve proteger seus “filhos”, evidenciando a máxima supracitada, é notório que os valores desse pensamento estão invertidos,quando o assunto é a inclusão do idoso no ensino superior, pois sabe-se que no Brasil há uma grande população mais velha e que necessita estar academicamente e economicamente ativa. Diante desse cenário, torna-se premente analisar dois principais pontos: a dificuldade de promover o ensino para os idosos e os benefícios da educação para os mesmos.

Em primeira análise é lícito postular no ano de 1948 a Organização das Nações Unidas promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que prevê a educação e bem-estar social de todos os cidadãos, porém é notório que alguns indivíduos mais velhos não possuem o ensino fundamental completo, o qual dificulta a entrada do mesmo em uma instituição de ensino superior. Outrossim, sabe-se que existe um grande tabu entre as pessoas idosas que julgam a baixa necessidade de concluir seus estudos por causa da idade avançada e por essa razão muitos não possuem nem a alfabetização concluída.

Ademais, vale ainda ressaltar que a educação superior pode ajudar os idosos em diversos âmbitos como o social, psicológico e profissional, pois grande parcela da população com idade avançada possui problemas como a depressão, ansiedade e baixa renda. Deveras, um ensino superior propicia aos idosos uma “distração”, a qual se sentiriam ocupados e diminuiria consideravelmente os entraves psicológicos e poderia ajudar a nação brasileira economicamente ao conseguir utilizar seus estudos em um local de trabalho apropriado.

Em suma, a inclusão do idoso no ensino superior é um complexo desafio contemporâneo que necessita ser combatido. Dessa forma cabe o Governo com parceria do Ministério da Educação promover a conclusão do ensino fundamental e médio dos idosos, primeiramente por meio de aulas virtuais ou presenciais que retomam os conhecimentos aprendidos no passado e posteriormente facilitando a entrada dos mesmos em universidades públicas ou privadas, a fim de incluir os mesmos na sociedade acadêmica de ensino superior. Sendo assim, paulatinamente essa parcela da população experimentará de um novo modo de vida, e somente dessa forma o Estado poderá proteger seus “filhos’’ como apregoa o filósofo Friedrich Hegel.