Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 02/05/2020
No convívio social brasileiro, grande parte da população hoje ainda é jovem. Entretanto, com a expectativa de vida aumentando nos últimos anos, a tendência é que o Brasil caminhe para ser um País de população predominantemente idosa até o ano de 2030, segundo dados do IBGE. Contundo, é claro o limitado espaço ocupado por essa classe no ensino superior, além do pouco conteúdo disponível impresso e online para consumo da população com mais de 60 anos.
Sob esse viés, o Estatuto do Idoso estabeleceu uma lei na qual o Estado deve apoiar a criação de universidades abertas para idosos, do mesmo modo incentivar a publicação de conteúdo adequado a essa faixa etária. Porém, ainda não está em vigência, visto que diversas instituições de ensino carecem de uma infraestrutura adaptada e profissionais aptos a lidar com esses indivíduos.Tal como, editoras e revistas dificilmente visam produzir algo direcionado ao público idoso e adequar o material publicado já que nessa idade há uma natural redução da capacidade visual.
Em contrapartida,na cultura indígena,os mais velhos são considerados como sábios dado que possuem muitas experiências vividas e acumulam preciosos conhecimentos,eles são respeitados e participam de importantes decisões nas tribos.No Brasil, é evidente que há preconceito quanto a população sexagenária por apresentarem limitações físicas e mentais recorrentes devido a idade, em muitos casos os familiares abandonam pais e avôs em asilos. Voltaire, filósofo iluminista, já afirmava: “Preconceito é opinião sem conhecimento”, tal ato de abandono comprova intolerância e falta de empatia, logo que todos envelhecem sujeitos ao efeito do tempo.
Em suma, cabe ao governo, fazer com que as medidas já existentes no Estatuto do Idoso sejam cumpridas, para que esses indivíduos ingressem nas universidades, quer seja por meio de aulas presenciais ou cursos online atendendo aos interesses e realidade do público idoso. Outrossim, o diálogo frequente entre jovens e idosos compartilhando experiências, garantirá o respeito e empatia, tornando-se uma sociedade mais igualitária.