Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 11/05/2020
Em Mateus 7:12 há o seguinte versículo: " tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles". Este é um princípio bíblico que significa que o homem deve tratar os outros, como gostaria de ser tratado. Entretanto, os desafios enfrentados no Brasil para inclusão do idoso no ensino superior fere não apenas a premissa na ação correta exposta no livro religioso, mas também direitos positivados na Constituição Federal. Nesse sentido, é necessário a análise desse imbróglio, para intermediá-lo de maneira eficaz.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a ausência de politicas públicas nas diretrizes de ensino a terceira idade nas faculdades, confronta a Carta Magma do país, que estabelece a igualdade de todos perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Com um processo de aprendizagem diferenciado, limitações visuais e/ou auditivas e uma locomoção mais restrita não se observa uma capacitação dos professores e o investimento na logística da faculdade, como conteúdos programáticos adaptados, salas estruturadas com ergonomia e tecnologias para o recebimento desse público, que mais cresce no país. Até 2025, segundo a OMS, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. Essa conjuntura, conforme o contratualista Jhon Locke, configura uma violação ao “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis - como o direito de acesso ao ensino superior- para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade.
Outrossim, destaca-se o preconceito existente na sociedade aos idosos como impulsionador do problema, que de acordo com a Organização Mundial de Saúde, OMS, são alarmante os índices de violência que podem ser psíquica, emocional e financeira perante este público. Logo, a sociedade brasileira ainda não apreendeu a respeitar o idoso, essas diversas formas de violência demonstram um preconceito latente no corpo social.Esse idosismo é inaceitável, e os fatores que corroboram para que esse fenômeno cresça, devem ser combatidos, através de políticas públicas eficientes e campanhas educativas que visem a desconstruir esse processo, afinal, todo mundo envelhece.