Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 03/06/2020
Avanços medicinais, tecnológicos e melhora na qualidade de vida são exemplos de fatores que tem contribuído para o aumento da expectativa de vida. O Brasil tem se tornado um país idoso (característica de países desenvolvidos) e por isso há uma crescente necessidade de continuar com as medidas que visem essa população. Muitos idosos não tiveram a oportunidade de completar seus estudos no tempo de juventude em razão da necessidade de trabalhar, por isso é crescente o número de pessoas na terceira idade que ingressam no ensino superior após a aposentadoria.
Nos últimos anos, com as criações do ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos) em escolas públicas e as cotas em universidades, o ensino tem se tornado mais acessível à diferentes classes sociais e etárias. Utilizando desses meios, os idosos tem aproveitado para começar, terminar ou se aprofundar nos estudos após a aposentadoria. Como diz o ditado “Mente vazia, oficina do diabo”, essa população usa a aprendizagem como formar de se manterem ocupados e manter o cérebro em pleno funcionamento. Apesar da introdução gradual dessa população em ambiente acadêmico, as universidade não tem acompanhado essa mudança, de forma que é escasso as práticas inclusivas visando os idosos
Um problema corriqueiro nas universidade é a inclusão plena de alunos, sejam eles alunos de baixa renda, deficientes, idosos … Práticas para incluir alunos idosos vão além de aumentar o tamanho da fonte nas provas impressas e por isso se torna necessário que além das medidas inclusivas, as universidades foquem também na qualificação de seus funcionários. Cursos, palestras e novas práticas pedagógicas são algumas das medidas que as universidades podem oferecer aos seu funcionários para que estes se preparem para a recepção dos novos alunos. Também se faz necessário uma adaptação estrutural para o conforto e a locomoção dos mais velhos.
Além de todas asa adaptações para os mais idosos, as faculdades e docentes devem se preocupar em estimular a interação dos discentes de todas as faixas etárias, essa interação e inclusão pode gerar benefícios mútuos. Por exemplo para o mais idoso tem se a oportunidade de entender uma matéria com a ajuda de seu colega de classe e para o mais jovem a sabedoria prática dos mais idosos também pode acrescentar aos estudos.
Por todos esses aspectos, é visto a necessidade de medidas serem tomas pelas universidades com o apoio do Ministério da Educação para a inclusão e estímulos para que a população idosa tome o espaço universitário como seu espaço de saber.