Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 08/05/2020

No filme “Up: altas aventuras” é retratado como os idosos podem ser solitários e sentirem-se frustrados com isso. Desse modo, a inclusão deles no ensino superior se torna uma forte aliada para seu desenvolvimento pessoal como também para a prevenção de doenças como a depressão e ansiedade, melhorando assim sua qualidade de vida. Entretanto, a realidade mostra-se inviável para esse processo. A falta de estruturas oferecidas pelo Governo e tampouco o incentivo das famílias e esferas públicas fazem com que esta faixa etária se afaste das universidades.

Primeiramente, é notório que o Estado não oferece as estruturas mais adequadas para inseri-lós no ensino universitário. O idoso ao ingressar nas universidades públicas para os cursos regulares não tem uma didática de ensino voltada para sua faixa etária, além de que há a dificuldade de locomoção dentro da própria instituição. Desse modo, apesar de ser garantido o direito de uma educação especializada para o idoso segundo o seu estatuto, a terceira idade não encontra meios facilitadores para a sua inclusão.

Ademais, a família têm importante papel incentivador para com o idoso que na maioria das vezes não o cumpre. Assim como o idoso do filme sente-se solitário, paralelamente na vida real é o que acontece com a maior parte da terceira idade que não tem o apoio familiar necessário para ingressar em novas atividades, como o ensino superior. Desse modo, a falta de estrutura familiar se faz inconsistente para a permanência da continuidade nos estudos.

Infere-se, portanto, que medidas para atenuar essa realidade sejam tomadas. O Estado em parceria com a família devem proporcionar melhores estruturas para a entrada dos idosos nas universidades. O Ministério da Educação através de medidas públicas devem criar cursos rápidos para a formação específica aos professores voltada para o ensino na terceira idade, além de facilitar o acesso as estruturas físicas das instituições. Se faz também necessário que o Ministério da Saúde disponibilize o acompanhamento de psicólogos ao idoso e sua família, tendo em vista conscientizar a importância da educação nessa fase da vida. Desse modo, só assim que a tão conhecida “melhor idade” terá maiores chances para a democratização do seu acesso ao ensino.