Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/05/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra”. O poema no meio do caminho, de Carlos Drummond, aborda os obstáculos que as pessoas enfrentam na vida. No século XXI, um dos principais problema é a inclusão do idoso no ensino superior. Nessa perspectiva, seja pelo preconceito, seja pela falta de atenção do Estado á questão, agravam e prolongam o problema - cenário que exige mudanças urgentes.

Em primeiro lugar deve-se ressaltar que um entrave é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se a terceira idade fossem incapazes fazerem um curso, e posteriormente, exercer uma profissão. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal trazido pela socióloga Hannah Arendt: quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Um exemplo disso, é a descriminação contra os idosos nas escolas e faculdades - seja por olhares maldosos ou pela falta de recursos para garantir seu aprendizado. Nessa situação, o medo do preconceito, que pode ser praticado mesmo pelos educadores, possivelmente leva a desistência do estudo, mantendo esses indivíduos á margem dos seus direitos.

Ademais, outro desafio enfrentado pelos idosos é a inobservância estatal, uma vez que o governo nem sempre cobra das instituições de ensino a existência de aulas especializadas para esse grupo. De acordo com Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. A frase do filósofo alemão mostra que, enquanto o Estado e a escola não garantirem direitos iguais a educação dos surdos - com respeito por parte dos professores e colegas - tal minoria ainda estará sofrendo práticas discriminatórias.

Urge, para os idosos consigam o acesso pleno ao sistema educacional, é preciso que a Mídia, por meio de divulgações, propagandas ratificando a importância do respeito com esse grupo, para que a discriminação dessa minoria seja reduzida, levando à maior inclusão.