Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 05/06/2020

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais ( INEP), no relatório Mapa do analfabetismo no Brasil, publicado em 2003, vê-se que o maior contingente de analfabetos, 48,7% se encontrava nos grupos etários mais idosos. Observa-se que essa faixa etária é a que mais necessita de ações do governo na esfera da educação, uma vez que é a mais prejudicada pelo que se pode chamar de  “exclusão educacional”. Contudo, os idosos são exatamente o único grupo etário da população que não é assistido pelo Poder Público nas políticas educacionais.

Além disso, vale salientar que  “a educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceito pelo interessado”, em consonância, é viável que o Poder Público possa investir em políticas públicas, que facilitem e viabilizem o ingresso das pessoas idosas nas universidades, sendo assim, o país poderá sair da  “exclusão educacional”, e ter uma educação inclusiva e de qualidade para pessoas de determinadas  idades.

Outrossim, segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística , o Brasil será no futuro o sexto país do mundo em número de idosos, faz-se necessário pensar sobre as condições de acesso dessa população ao ensino superior, pelo fato de o idoso universitário entender que tem direitos e deveres, como todos os cidadãos e que podem continuar à viver e fazer uso de todas suas potencialidades. Assim, é possível dizer que a educação configura-se uma importante estratégia de superação da marginalização do indivíduo frente a velhice, fornecendo ao idoso, subsídios para intervir na construção de políticas públicas, que favoreçam um processo de envelhecimento ativo e socialmente participativo no âmbito educacional.

Portanto, faz-se necessário que o Governo Federal e o Ministério da Educação, invistam em programas de inclusão de idosos nas universidades, e em políticas públicas que facilitem o seu ingresso, e em leis que possam regulamentar essas políticas, feito isso o país terá autonomia  na inclusão dos idosos, e alcançará uma educação mais justa.