Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 19/05/2020

Na série Gilmore Girls um dos personagens é obrigado a deixar seu cargo e se aposentar para dar lugar à alguém mais jovem, como ele não desejava sair do mercado, montou seu próprio negócio e seguiu nesse mundo. Este cenário se adequa a sociedade brasileira, de modo que por possuir pouco estímulo a continuação no mercado de trabalho, dificulta a entrada da faixa etária idosa nos setores de desenvolvimento de mão de obra qualificada, o que limita seu tempo de atuação. Ação que em função dos obstáculos impostos a esse público, pode prejudicar o futuro econômico do país.

Em primeiro lugar, é ideal visualizar de que forma a economia pode ser afetada por esse tipo de ação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o número de idosos no país tem um crescimento exponencial ao longo do tempo, estima-se que até 2060 um terço da população nacional será membro dessa faixa. Sob essa perspectiva torna-se inviável ter essa quantidade de pessoas sendo “dependentes” do sistema, e assim o incentivo a entrada destes indivíduos no meio competitivo qualificado se torna essencial.

Consoante aos fatos, é necessário observar como o acesso ao sistema acadêmico pode ser dificultado aos supracitados. Em síntese, o preconceito em virtude do déficit tecnológico e de aprendizado desacelerado dessa geração, permite que estes sejam colocados para fora da linha de competição, por serem considerados um atraso aos demais. Prova disso, é o programa de extensão da Universidade Federal do Pará(UFPA): “Universidade da Terceira Idade”, que presta suporte a esses cidadãos, com a finalidade de estimulá-los a seguir nesse caminho.

Por conseguinte, faz-se imprescindível que medidas sejam consideras para solucionar este impasse. Nesse ínterim, cabe ao Ministério da Educação o uso de programas como o da UFPA que estimulem e deem suporte a esse grupo dentro das universidades. Esses programas devem contar com contribuintes de diferentes áreas, que podem variar entre profissionais voluntários ou estudantes que desejem trocar esse serviço por horas acadêmicas. Para que assim os idosos brasileiros possam encarar o processo de saída do mercado como uma escolha, diferente do caso de Gilmore Girls.