Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 16/05/2020

Velhos, os novos alunos

Consoante o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep),o número de idosos matriculados em cursos de graduação aumentou 46,3% entre 2013 e 2017. Esses idosos, muitas vezes, resgatam o sonho antigo de concluir a graduação que não tiveram a devida oportunidade no passado. Com isso, vê-se que a inclusão dessa parcela da população nas universidades é um desafio ao corpo social por conta do preconceito contra ela e por conta da dificuldade que ela tem em lidar com as tecnologias.

Na cultura brasileira há uma discriminação ao classificar a velhice como sinônimo de decadência e incompetência, pensamento esse que pode ser levado ás salas de aula universitárias e gerar exclusão social e até bullyng com o idoso nesses locais. Mas essas ideais negativas sobre as pessoas com idade avançada são um mito, de acordo com a revisão de estudos acadêmicos feita pela ONG britânica Age UK, 76% das características relacionadas à demência geralmente atribuídas a essas pessoas variam entre elas de acordo com estilo de vida e nível de educação.

Ademais, os idosos são de uma geração na qual as tecnologias não eram tão difundidas e de tão rápida mudança como são hoje. Dessa forma, tendem a não ser tão habituados com elas, que são muito utilizadas como importantes ferramentas para o ensino. Isso pode comprometer o aprendizado deles nas faculdades, pois poucas oferecem profissionais para ajudá-los nisso ou cursos referentes a isso que poderiam minimizar esse problema.

Portanto, cabe ao Ministério da Cultura criar medidas para solucionar o problema da discriminação, como fazer parcerias com artistas para que façam conteúdos de entretenimento com temática de desmistificação do preconceito contra o idoso. Com isso, será possível melhorar a cultura a respeito desse bolo social. Outrossim, compete ao Ministério da Educação e à iniciativa privada ter programas de inclusão tecnológica para as pessoas mais velhas como cursos de informática e instrutores para os momentos em que elas precisarem de ajuda. Desse modo, será factível uma maior igualdade entre esses alunos de faixa etária superior com os outros e uma maior garantia do aprendizado e satisfação deles nas universidades.