Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 18/05/2020
Com o avanço da medicina e da qualidade de vida da população, as pessoas estão chegando aos 60 anos com boa forma intelectual e com potencial para permanecer no mercado de trabalho e buscar uma formação acadêmica. Entretanto, existem desafios que impedem a plena inserção da terceira idade no ensino superior, como a falta de familiaridade com a tecnologia e a compreensão dos conteúdos.
Em primeira análise, de acordo com o IBGE, o Brasil apresenta um percentual de 10% da população constituída por idosos, e esse número cresce constantemente. Nesse sentido, a inclusão da população mais velha nas universidades é algo inevitável, mas há um empecilho no que tange ao ensino à distância que é a dificuldade de utilizar a tecnologia. Sob esse aspecto, pelo fato da interação com os meios digitais não ter sido precoce, o entendimento das funções e ferramentas é baixo, além disso, o medo de não saber trabalhar com os aparelhos impede o aprendizado.
Ademais, os dispositivos legais referentes à educação consideram o idoso como adulto e capaz de se inserir no ensino superior, contudo, desconsideram suas especificidades educacionais. Desse modo, nos cursos presenciais, existe uma disparidade na capacidade de assimilar o conteúdo entre alunos de diferentes faixas etárias, isso faz com que a terceira idade acabe sendo prejudicada em relação aos colegas mais novos. Logo, essas peculiaridades não podem ser desprezadas pelas diretrizes pedagógicas, pois envolve uma preparação das práticas educativas.
Em síntese, existem inúmeros desafios que impedem a plena inclusão dos idosos no ensino superior e que merecem mais atenção por parte da sociedade escolar. Portanto, cabe às universidades preparar docentes capazes de suprir as necessidades acadêmicas específicas de cada faixa etária, adaptando-as para que haja um equilíbrio no entendimento do conteúdo, por meio de modificações na matriz curricular dos cursos de mestrado. Além disso, o ensino de informática deve ser implantado nos municípios pelas Secretarias de Desenvolvimento Social, a fim de familiarizá-los com as ferramentas e mitigar o problema.