Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 17/05/2020

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai disse: “a educação é uma ferramenta de emancipação e possibilita a liberdade plena”. Entretanto, os desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior têm enfrentado grandes obstáculos para emancipar essas pessoas. Dentre esses problemas, há o antagonismo encontrado pelo ambiente social em que predomina jovens e desfavorece a inserção de membros de outra faixa etária , bem como a dificuldade de adaptação às plataformas digitais.

Em primeiro lugar, segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), dentre os matriculados no ensino superior, apenas 0,09% possui 65 anos ou mais, enquanto 47,56% está entre 19 e 24 anos. Nesse contexto, outros fatores, tais como a falta de acesso a serviços básicos como transporte público e segurança são agravados pelas limitações físicas dos idosos. Além disso, grande parte deles encontra-se em situação de desamparo familiar, fator que endurece ainda mais a realidade.

Em segundo plano, as instituições de nível superior utilizam vários recursos tecnológicos juntamente com modalidades de Educação à Distância sem se preocupar se todos têm acesso ou domínios a eles. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 45,9 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Outrossim, os idosos costumam ter mais dificuldade para acompanhar a velocidade de substituição do uso de certas tecnologias.

Torna-se evidente, portanto, resolver os desafios da inclusão dos idosos no ensino superior. Para que isso ocorra, faz-se necessário que o Ministério da Educação, por meio de programas de extensão das universidades, realize semestralmente, oficinas  sobre o uso de novos recursos digitais. Ademais, as universidades devem dispor de um ambiente seguro, adaptado e com atividades diárias voltadas para a terceira idade. Assim, teremos um ambiente atrativo para os idosos, no qual eles poderão desenvolver suas habilidades e conquistar liberdade plena.