Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 18/05/2020
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem de idosos no Brasil tem crescido, gradativamente, desde 1960. Logo, nota-se que, simultaneamente ao aumento expressivo desse grupo, alguns aspectos sociais devem passar por mudanças para que seja possível um convívio confortável para todas as faixas etárias. Dentre esses, cabe analisar o estereótipo de subestimar a capacidade dos idosos, em conjunto com o baixo incentivo a terceira idade na busca por conhecimento, como desafios da inclusão do próprio no ensino superior.
De acordo com o IBGE, a principal fonte de rendimento das pessoas de 60 anos ou mais é a aposentadoria ou pensão. Com isso, pode-se dizer que a imagem padronizada de enxergar os mais velhos como incapazes de buscar novos cursos, seja para obter uma nova fonte de renda ou por, apenas, conhecimento tem sido mantida na sociedade atual. De certa forma, essa forma de pensar pode desmotiva-los de ingressar nos cursos superiores e perpetuar o baixo número de idosos nas universidades brasileiras.
Em segunda análise, cabe avaliar o baixo incentivo a independência da terceira idade como consequência dos estereótipos. Apesar de existir uma lei que determina que as universidades ofertem cursos e programas de extensão aos idosos; essa informação não é divulgada, amplamente, nos meios midiáticos principais. Em vista disso, grande parte da população não obtém essa informação, isto é, os idosos, não são incentivados na busca por ensino superior.
Desse modo, faz-se mister salientar a importância de buscar maneiras de esclarecer sobre as consequências limitantes de manter estereótipos. Desse modo, o Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Governo, deve garantir que em todas as suas publicações e materiais relacionado a estudos, inclua conteúdo motivador para a terceira idade, por meio de imagens de indivíduos, com mais de 60 anos, estudando, além de adicionar informações acerca da Lei 13.535/2017; a fim de garantir que o idoso seja incentivado aos estudos e, também, amenizar a imagem subestimada que a população tem deles.