Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 20/05/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que a sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os desafios enfrentados para a inserção da população idosa em programas de ensino superior no Brasil, verifica-se que esse ideal se sustenta na teoria e não desejavelmente na prática. Esse cenário adverso é fruto tanto da inexistência de programas voltados para a educação básica para idosos por parte das entidades governamentais, quanto da baixa representatividade de idosos em universidades  e discursos vinculados ao senso comum  que acabam desencorajando o idoso que acabam desistindo do seu sonho de adentrar em um curso de graduação.

Precipuamente, é fulcral pontuar eventuais falhas no âmbito educacional , uma vez que não há incentivo e investimentos em educação de base para pessoas de terceira idade, cujo estes em sua maioria não foram proporcionados o ensino necessário para sua formação acadêmica. Antes de pensar em ensino superior cabe ressaltar que segundo dados do IBGE 6,8% da população brasileira encontra-se na taxa de analfabetismo, sendo desde 90% maiores de 60 anos. Desse modo, fica evidente a importância da formação de base em primeira instancia para preparação de provectos para após pensar na inserção do mercado de trabalho e ensino superior.

Ademais cabe pontuar discursos provenientes do imaginário popular como “já estou velho demais para isso”,dando a entender que existe uma “validade” para a busca do conhecimento.  Se basear nesse pensamento acaba sendo algo errôneo que vai contra os princípios constitucionais dos direitos de liberdade e educação para todos. Outro sim, a falta de representatividade do público idoso nas universidades auxiliam para que estes desistam de seus sonhos pelo fato de duvidarem do seu potencial de ingresso em uma universidade que em grande parte é ocupada por jovens. Um exemplo dessa falta de representatividade é as campanhas publicitárias da universidades que possuem o foco em jovens, mostrando a dificuldade ainda existente de inclusão.

Diante dos argumentos supracitados, medidas exequíveis são necessárias para combater a problemática. Dessarte com o intuito de mitigar os problemas que implicam na inclusão de idosos no sistema de graduação, necessita-se que o ministério da educação, por intermédio do conselho federal de educação, promova um projeto voltado para o ensino básico de idosos nas escolas públicas, visando um ensino com metodologia diferenciada que auxilie no desenvolvimento de habilidades técnicas e práticas que promova a inclusão dessa parcela no mercado de trabalho e no ensino superior. Desse modo, a partir da educação de base a transformação iniciará na vida dos idosos, ampliando seus horizontes e auxiliando na conquista de seus direitos como cidadãos brasileiros.