Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 22/05/2020
O caput do artigo 5º da Constituição Federal (CF/88) garante que todos cidadãos brasileiros são iguais perante a lei. Contudo, percebe-se que a população idosa possui dificuldades de usufruir dos seus direitos sociais, principalmente no que se refere à educação superior. Isso ocorre porque o acesso a esse tipo de educação é feito principalmente por meios de vestibulares e concursos e, também, devido à dificuldade do idoso de acompanhar a modernização das aulas no ensino superior regular. Dessa forma, são necessárias medidas que visem atenuar essa situação e contribuam para a entrada e permanêcia do ancião na graduação.
Em primeiro lugar, é de conhecimento geral que o ingresso na educação superior se dá principalmente por meio de provas de vestibular que cobram conteúdos ministrados no ensino médio. Entretanto, sabe-se que a pessoa mais velha , pelo menos a maioria, concluiu o ensino médio há anos e assim, ela apresenta maior resistência- devido ao desgaste físico e mental da própria idade- para assimilar as matérias e relembrar o tema exigido na avaliação. Apesar disso, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) divulgou que ,no ano de 2018, quase 8 mil estudantes com idade superior a 65 anos estavam matriculados em universidades brasileiras, o que mostra que tal parcela da população ainda luta por seus direitos e busca vencer seus desafios.
Outro fator importante, é que as técnicas e os meios de ensino estão cada vez mais avançados e modernos e utiliza, por exemplo, computadores, tablets e projetores de imagem, e,embora, os idosos apresentem-se aplicados e esforçados, ainda é fatigante para o indivíduo da geração X acompanhar o progresso tecnológico. Ademais , percebe-se também, a problemática do ensino à distância, uma vez que o manuseio dos equipamentos de informática é mais custoso às pessoas mais velhas. Assim, é relevante encontrar um método de ensino mais inclusivo a todos os alunos independente da sua idade.
Logo, faz-se necessárias medidas que facilitem o ingresso do idoso ao ensino superior. Desse modo, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, órgão responsável pela tratativa dos assuntos no campo educacional, deverá disponibilizar uma prova de ingresso às universidades públicas especifica à pessoa idosa e no mesmo dia da avaliação tradicional, que seja preferencialmente impressa, com letras maiores, para que a visão limitada adquirida com os anos não seja um empecilho à boa execução da mesma. Além disso, as instituições particulares deverão aderir a esse vestibular diferenciado e trazer no seu curso ministrado uma diversificação na metodologia educacional que englobe todo o corpo discente, a fim de que a igualdade prevista na Constituição Federal seja finalmente alcançada.