Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 01/06/2020
Segundo Zygmunt Bauman, a “Modernidade Líquida” configura uma mundo imprevisível. Deste modo, o idoso anteriormente um indivíduo pacato, agora, com a “liquidez” atual almeja reinserir-se na sociedade, salientando que a educação é um ótimo meio. Todavia, esse acesso está sendo coibido, pois as universidades enfrentam problemas ao inserir essa parcela da população, não só por eles estarem menos adaptados às novas tecnologias, mas também por apresentarem peculiaridades no processo de aprendizagem.
A priori, com o advento da internet e o aprimoramento dos meios de comunicação os idosos, já sendo 10% da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Haja vista, que as universidades utilizam computadores para informar alunos e professores conteúdos relacionados às aulas. Entretanto, a maior idade está acostumada com outras formas de comunicação, sentindo-se fora do circuito acadêmico, dificultando sua integração social.
Outrossim, o organismo envelhecendo apresenta cada vez mais déficits, por exemplo, no processo de aprendizagem. Nesse sentido, Jean Piajet acredita que o desenvolvimento cognitivo é constituído por estruturas mentais compostas por “esquemas de ação”, que vão amadurecendo e se equilibrando entre o sujeito e o ambiente. Nessa perspectiva, esse desenvolvimento não se esgota, desde que haja situações que desafiem as estruturas mentais.
Em suma, é notável a dificuldade da inclusão da melhor idade no âmbito superior. Por esse motivo, é mister que o Ministério da Educação implante minicursos, voltados para a ampliação do contato com os novos meios de comunicação, para os idosos, nas próprias universidades. Ademais, instrua os docentes para que medeiem situações estimuladoras, mostrando que todo sujeito é capaz de aprender, selecionando conteúdos e opções didáticas. Assim, não estará adaptando as condições humanas á “liquidez” mundial, mas sim tornando-o mais hospitaleiro para o idoso.