Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 26/05/2020
O artigo 5º da constituição federal sugere que todos são iguais perante a lei. Nesse sentido, todos, sem distinção de idade têm direito à educação. Ademais, em decorrência do envelhecimento ativo muitas ‘vovós’ e ‘vovôs’ estão buscando novas atividades, como por exemplo o ingresso no ensino superior, que é estereotipado no Brasil. Que pela mesma razão não é incentivado, em adição pelo preconceito e a marginalização do idoso.
Em uma primeira constatação, é fato que a lenta mudança na mentalidade social em relação ao idoso corrobora para a persistência do problema. Do mesmo modo,a ideia de ageísmo mesmo pouco comentada pela mídia é uma realidade vivenciada por muitos idosos, segundo o jornal da USP ( universidade de São Paulo). Visto que eleva medo dessas pessoas de não serem aceitas em ambientes como as universidades como revela a reportagem do jornal digital G1.globo sobre educação.
Outro ponto relevante nessa temática é a falta de incentivo ao estudo na terceira idade. Segundo Immanuel Kant, ‘‘O homem é aquilo que a educação faz dele’’.Nessa perspectiva, tem-se que a inserção do idosos nas universidades criaria trocas de ideias e experiências com os mais jovens e por conseguinte resignificaria o conceito de ‘velhice’ e diminuiria os casos de preconceitos contra pessoas mais velhas. Ademais expandiria o nível de sociabilidade desse idoso, aumentando assim sua qualidade de vida.
Logo, medidas se fazem necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra cabe ao Ministério da educação, em parceria com o Ministério da cidadania e as universidades, a criação de programas de incentivo ao estudo na terceira idade com bolsas específicas para graduação e cursos de curta duração em diversas áreas, assim como a criação de cortas para a inserção dos idosos nas universidades federais. Além dessas outras medidas devem ser tomadas porém, de acordo com Oscar Wilde, ’’ O primeiro passo é sempre o mais importante na evolução de um homem ou nação’’.