Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 02/07/2020
O art.3° do Estatuto do Idoso obriga todo o corpo social, assim como o Poder Público, o acesso à educação às pessoas idosas. No Brasil, já somos mais de 30 milhões de idosos, conforme estatística do IBGE. No entanto, aumenta-se o número de idosos e se diminui a facilidade da entrada no ensino superior, seja devido ao preconceito, seja devido ao escasso estímulo social para que isso ocorra.
Não mais na posição passiva no seio familiar, o idoso passou do “vovozinho(a)” sentado(a) na poltrona a contar histórias para os netos para viver um novo mundo de oportunidades, porém com seus dilemas. Tem-se a liberdade para ainda estudar e continuar sendo um agente construtor no mundo, mas ainda existem as barreiras do preconceito devido à idade e à credibilidade de que podem aprender o novo e, inclusive, de criar coisas novas.
Aliado a isso, ainda está enraizada em nossa cultura de que a terceira idade é o sinônimo “do fim” da vida. Mais uma vez, obstaculiza-se o estímulo ao idoso de tentar inovar, estudar, fazer diferente, introjetando neles, muitas vezes, a ideia de incapacidade. Porém, ao contrário, a contínua busca do conhecimento através do estudo superior aumenta a qualidade de vida dos idosos e o sentimento de pertencer ativamente à sociedade.
Portanto, a prática da inserção da terceira idade no meio educacional superior “urge” para ser colocada em prática com eficácia, assim como em ser amplamente estimulada. Todo o corpo social aliado ao Poder Público, em específico aos Ministérios da Educação e dos Direitos Humanos, devem abrir vagas em universidades destinadas à população idosa e estimular, através de palestras em escolas, igrejas, asilos etc a entrada dessa parte da população no ensino superior. Dessa maneira, não apenas a lei do estatuto do idoso estará sendo cumprida, como também a lei da vida, que nos dá a oportunidade de querer viver bem e melhor.