Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 28/05/2020
A Carta Magna de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação. No entanto, infelizmente, ainda há exclusão da população idosa no que diz respeito ao acesso às universidades. Visto que isso é uma consequência de pouco incentivo do ingresso da terceira idade ao ensino superior e acentua cada vez mais as desigualdades, o que torna uma faixa etária menos privilegiada que as outras, faz-se necessária uma intervenção que busque garantir a inclusão do idoso no meio universitário.
De início, tem-se a noção que a Constiuição Federal assegura a todos os cidadãos o direito à educação. No entanto, com a presença das desigualdades sociais, evidentes na sociedade brasileira, esse direito fica restrito apenas a um grupo privilegiado da população, porquanto há muitos incentivos para o ingresso à universidade pela população jovem, mas pouco incentivo para a população idosa, já que as instituições universitárias são sempre associadas aos mais jovens. Destarte é possivel fazer uma analogia com a obra “O Cidadadão de Papel”, do escritor Gilberto Dimenstein, a qual evidencia que apesar dos cidadãos possuírem direitos assegurados na Legislação, na prática, em muitos casos, isso não ocorre; fazendo com que haja a falsa sensação de cidadania.
Além disso, é possível destacar que, com o aumento das desigualdades, o privilégio da educação tende a ficar sempre com o mesmo grupo de mais jovens com boa situação econômica, uma vez que para esses geralmente não há impecilhos como a necessidade de trabalho para o sustento familiar, o que gera cada vez mais desigualdades. Desse modo, é possivel citar o pensamento do Filósofo Immanuel Kant, cujo afirma que “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” e relacioná-lo ao aumento das desigualdades com a dificuldade do acesso ao ensino superior, já que há baixa probabilidade de ascenção social de indivíduos que não tiveram a oportunidade de ingressar numa universidade quando mais novos.
Portanto, ficam evidentes o aumento das desigualdades pelos desafios para a inclusão do idoso no ensino superior. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas fomentando a importância do acesso dos idosos às universidades por meio de parcerias com as mídias - já que essas são um meio acessível de dissemninação de informações - através do rádio, televisão e campanhas publicitárias, a fim de tornar maior a inclusão dos idosos no ensino superior e fazendo com que os direitos presentes na Constituição brasileira sejam assegurados e a falsa sensação de cidadania, evidenciada por Gilberto Dimenstein deixe de existir nesse aspecto.