Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 28/05/2020
De acordo com a lei 13.535/17, Estatuto do Idoso, é dever do estado apoiar a criação de universidades abertas para idosos. Entretanto, a realidade mostra-se diferente, visto que ainda existem empecilhos, tais como a baixa contribuição dos idosos na sociedade e a dificuldade de inclusão tecnológica e aprendizado dos mesmos, que não permitem total efetividade da norma.
Em primeira análise, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 13% da população atual é composta por idosos, mas a população ainda não os enxerga como contribuintes nas diferentes esferas da sociedade. Além disso, com a entrada em universidades a terceira idade será, ocasionalmente, capaz de participar ativamente na sociedade pois terá capacitação para tal. Assim, a inclusão de provectos no ensino superior e indispensável.
Ademais, conforme pesquisa realizada com idosos pela Universidade de São Paulo (USP), para entender sua relação com as novas tecnologias, é apontado que 24% tem medo de utilizar os aparelhos e 40% tem receio de quebrá-los. Outrossim, segundo pesquisa realizada pelo “The New York Times” é mostrado que ao longo dos anos a capacidade de aprendizado do cérebro diminuí, tornando os idosos um desafio à pedagogia. Diante disso, fica visível que essas pessoas necessitam de cuidados especiais em sua vida acadêmica.
Logo, o Ministério da Educação deve criar projetos, como cursos de informática básica para os idosos com o intuito de que eles aprendam a utilizar as novas tecnologias e não tenham medo delas, mas também, deve, por meio de extensões universitárias com alunos da área da educação, acompanhar o desenvolvimento dos idosos no ambiente acadêmico com a finalidade de sanar as dificuldades apresentadas. Espera-se que, com essas ações, os idosos sejam progressivamente inclusos no ensino superior.