Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 28/05/2020
Dom João com a chegada da família real ao Brasil,criou as instituições de ensino,a fim de garantir as condições básicas para uma boa habitação,entretanto,tal privilégio era restrito a um pequeno grupo de pessoas.Porquanto,tal cenário ainda é uma realidade,haja vista a seletividade no acesso às universidade,especialmente,os idosos,ao levar em consideração a vulnerabilidade desse grupo social.Com efeito,cabe aferir a negligência estatal e a desmotivação como atribuintes dessa mazela.
Primeiramente, vale ressaltar que a falta de assistência do Estado impulsiona a problemática.Ademais,com o aumento da longevidade populacional,houve um descaso estatal na criação de medidas que proporcionassem o envelhecimento saudável.Em conformidade com o INEP(Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa),das matriculas nas faculdades no ano de 2016, apenas 0,25% eram idosos.Por conseguinte,apesar da Constituição brasileira estipular no artigo 230 direitos iguais independente da faixa etária,pode-se inferir que existem lacunas na aplicação das atribuições dos idosos na admissão ao ensino superior em comparação a outros grupos populacionais.Desse modo,faz-se necessário contornar essa conjuntura.
Outrossim,cabe analisar,ainda,a arbitrariedade no pensamento tanto do idoso,quanto da sociedade.Sob essa ótica,patologias e limitações corporais, no qual o idoso é submetido corroboram para que muitos estereótipos sejam criados.Tal fato pode ser comprovada pela representação nos veículos de comunicação de massa da velhice e da pessoa idosa como um fardo,exemplo disso são filmes como A espada era a lei,em que o personagem Coruja Arquimedes profere a frase “cuidado,cuidado sou velho e desastrado”.Seguindo essa linha de raciocínio,todas essas referências pejorativas contribuem para que o idoso sinta-se alheio diante de atividades complexas do corpo social,tal qual o ingresso nas universidades.Logo, torna-se imperioso o desenvolvimento de projetos que inteire esse contingente demográfico,acerca de sua importância para a comunidade.
Destarte,para atenuar o panorama supracitado o Ministério da Economia precisa facilitar a inserção dos idosos,por meio da criação de ações afirmativas que desenvolvam cotas,assim o público universitário não será mais tão homogêneo como no período colonial.Concomitantemente,o Ministério da Educação em parceria com a mídia deve incentivar os idosos a ingressarem no ensino superior,mediante propagandas engajadoras nas emissora de TV aberta que explanam sobre a relevância dos idosos não só para adquirir novos conhecimentos,mas para contribuir com a construção de uma nova bagagem,a partir de experiências adquiridas nos anos vividos,na tentativa de inseri-los na sociedade e desconstruir visões negativas.