Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 02/06/2020
O filme “O Aluno”, narra a história de Maruge, o qual, aos 84 anos, teve que estudar com crianças para poder permanecer na escola. Fora da obra não é diferente, diversos têm sido os empecilhos para o ingesso do idoso no ensino superior. Nesse viés, a população idosa só tende a aumentar. Assim, se faz necessário, discutir os aspectos sociais da questão e também, a desatenção quando lidam com idosos, em prol do bem estar coletivo.
É indubitável que a questão constituicional estejam entre os fatores que atenuam o problema. Nesse contexto, é importante enfatizar que, os governantes não levam isso a sério, uma vez que vários países estão com alta porcentagem de idosos e esse número só tende a crescer. É válido analisar que o desconhecimento acerca da população idosa nas universidades, influi em comportamentos inadequados contra essa população. A exemplo de Maruge, que depois de muitas controvérsias, preconceitos, reprovações e ataques, a professora se dispôs a ajudá-lo e o aceitou na escola primária.
Por conseguinte, conforme elucidou a filósofa Simone de Beauvoir, a velhice denuncia nossa civlização. Dessa forma, a sociedade se faz plenamente responsável pela a visão de tal problemática. Sendo a mídia grande motivador dessa tal visão da sociedade. A exemplo da ativista americana Betty Friedan, o envelhecimento não é “juventude perdida” mas uma nova etapa de oportunidade e força. Assim, a velhice deve ser entendida de forma positiva pela sociedade.
Destarte, fica evidente a problemática da inclusão do idoso no ensino superior. Tornando assim indubitável a importância do Poder Legislativo mediante o Ministério dos Direitos Humanos. Cabe a mídia promover debates em horários nobres, fomentando a consientização sobre o ingresso do idoso nas universidades, afim de que essa problemática de cunho social, seja menos recorrente na sociedade.