Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 02/06/2020

Dom João,com a chegada da família real ao Brasil,criou a primeira universidade do país,a fim de garantir as condições básicas para uma boa habitação.Entretanto,tal privilégio era restrito a poucas pessoas.Porquanto,tal cenário ainda é uma realidade,haja vista a seletividade no acesso às universidades,especialmente,no que concerne os idosos,ao levar em consideração a sua vulnerabilidade social.Com efeito,cabe aferir a negligência estatal e a desmotivação como atribuintes dessa mazela.

Primeiramente, vale ressaltar que a falta de assistência do Estado impulsiona a problemática.Ademais, com o aumento da longevidade populacional,houve um descaso governamental na criação de medidas que proporcionam o envelhecimento saudável.Em conformidade com o INEP(Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa),das matrículas nas faculdades no anos de 2016,apenas 0,25% eram idosos.Por conseguinte, apesar da Constituição brasileira estipula no artigo 230 direitos iguais independente da faixa etária,pode-se inferir que existem lacunas na aplicação das atribuições dos idosos no acesso ao ensino superior em comparação a outros grupos populacionais.Logo,faz-se necessário contornar essa conjuntura.

Outrossim,é imperioso analisar a arbitrariedade no pensamento do idoso e da sociedade.Nesse prisma,devido à limitações corporais que vão surgindo com a idade,existe uma representação na mídia da velhice e da pessoa idosa como um fardo.Exemplo disso,são filmes como “A espada era a lei”, em que a Coruja Arquimedes profere a frase, “cuidado,cuidado sou velho e desastrado”,para se referir a um personagem de idade avançada,apenas porque este apresentava alguns limites físicos,como problemas de visão e dificuldade de acompanhar o raciocínio dos mais jovens.Seguindo essa linha de raciocínio,todas essas referências pejorativas,transmitidas pelos meio de comunicação,contribuem para que o idoso sinta-se alheio diante das atividades do corpo social,tal qual o ingresso nas universidades.       Destarte,para atenuar o panorama supracitado,o Ministério da Economia precisa facilitar a inserção dos idosos,por meio da criação de cotas,assim o público universitário não será mais tão homogêneo como no período colonial.Concomitantemente,o Ministério da Educação,em parceria com os veículos televisivos,devem incentivar os idosos a ingressarem no ensino superior,mediante propagandas engajadoras nas emissoras de TV aberta que explanam sobre a relevância dos idosos,não só para adquirir novos conhecimentos,mas para contribuir com a construção de uma nova bagagem,a partir de suas experiências adquiridas nos anos vividos,na tentativa de inseri-los na sociedade e desconstruir visões negativas