Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 30/06/2020

Na época de filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, os idosos eram vistos como grandes figuras que permeavam a sociedade grega, de modo que eram considerados os mais sábios entre a cidade. No entanto, atualmente, no Brasil, a imagem do idoso tornou-se obsoleta, marcada pela negligência e falta de respeito. Sendo assim, tal problemática acaba criando diversos problemas para a sociedade mais velha, como a sua inclusão no ensino superior, que acontece devido à falta de políticas públicas e ao preconceito.

Constata-se, a princípio, que a falta de diligência e políticas públicas perpetua o atual cenário idoso frente à sua integração no ensino superior. Nesse sentido, o artigo 6 da Constituição Federal de 1988 estabelece como dever do Estado a garantia da educação para todo o corpo social. Todavia, o que vive-se é uma seletividade, pois o quantitativo de medidas no que tange à inclusão do idoso nas universidades é ineficiente, o que mostra que o direito da Constituição funciona de acordo com a faixa etária. Consequentemente, a parcela da sociedade mais velha acaba  distanciando-se cada vez mais da educação, o que, por fim, impede o progresso social e moral de toda a sociedade.

Outrossim, somado ao supracitado, o preconceito vívido pela população da terceira idade potencializa ainda mais a sua exclusão no ensino superior. Nesse contexto, hodiernamente, as salas de aulas se tornaram um ambiente hostil, devido à grande competitividade entre os alunos, que, de certa forma, afeta os idosos, pois ao não se enquadrar nessa seara, eles tendem a ser excluídos e discriminados. Sob esse viés, um sentimento de incapacidade cresce, o que os desencoraja a continuar com seus estudos. Tal situação, para o filósofo Emmanuel Lévinas, marca a violência transmitida aos idosos, pois para ele a sociedade deve respeitar a alteridade de seus membros.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medias sejam tomadas para obliterar os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior. Para isso, cabe ao Estado, na figura do Poder Judiciário e Legislativo, garantir a inserção do do idoso nas universidades, por intermédio da criação de pacote de leis denominado “Integração Educacional do Idoso”, o qual irá, mediante criação de instituições especializadas, certificar a incorporação dos mais velhos, seja pela ajuda com a logística, seja pela fiscalização do funcionamento de seus direitos, a fim de que o problema seja atenuado. Ademais, o Ministério da Educação deve acabar com o preconceito característico das salas de aula, por meio da geração de um cursos voltados aos professores, os quais irão ensinar a como coibir a discriminação sobre os idosos, mediante debates, com o intuito de o ambiente escolar se tornar saudável, e o respeito pelos idosos seja consolidado, com era visto na Grécia antiga.