Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 05/06/2020

Na Roma Antiga, período da república, o senado era formado por um conselho de idosos. Tal fato aconteceu pois, afirmava-se que o tempo agregava conhecimento. Nesse sentido, é evidente que os anciões carregam pensamentos e informações, obtidos ao longo de suas jornadas. Entretanto, esses conhecimentos não são usufruídos no ensino superior devido à dificuldade financeira e, também, à insegurança de se encontrar no meio de jovens. Logo, corrobora os desafios para a inclusão desse grupo de pessoas.

Em uma primeira análise, é importante observar as condições financeiras necessárias para cursar uma faculdade. Visto que, grande parte dos aposentados, recebem um salário mínimo. A cerca dessa premissa, uma graduação em uma universidade, particular e presencial, passa com facilidade este salário. Exemplo disso, o curso de direito, o qual a mensalidade pode alcançar mais de R$2000,00. Dessa forma, torna-se um padrão insustentável para esses idosos.

Ademais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país está em um período de transição demográfica, em outras palavras envelhecendo. Portanto, é indubitável que os mais velhos serão a maioria em um futuro próximo. A cerca disso, é fundamental que esses continuem economicamente ativos, como exemplo, fazendo cursos de ensino superior. Todavia, esses cursos possuem próximo de 100% de alunos jovens. Assim sendo, acarreta no medo e na insegurança de frequentar esses ambientes.

Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério de Educação (MEC) deve facilitar o acesso dos idosos no ensino superior, por meio de uma nova lei. Essa lei, ofertará à pessoas com mais de 65 anos de idade bolsas de até 50% para cursos de graduação. A fim de que haja uma maior participação dos mais velhos na educação. Por conseguinte, como na Roma Antiga, podem provar que agregam conhecimento.