Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/06/2020

Desafios para a inclusão dos idosos

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho’’. Em analogia ao trecho de Carlos Drummond de Andrade, as pedras no caminho representam os desafios para inclusão dos idosos no ensino superior. Assim, é lícito afirmar que o individualismo e a postura governamental contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Em primeiro plano, o individualismo dos mais jovens, por não ajudar e ainda limitar a capacidades dos idosos. Muitos adolescente não tem empatia, gerando até mesmo o preconceito, por ser da nova geração ficam em um ciclo fechado de não aceitar pessoas mais velhas no âmbito escolar. Não é só na juventude que pode ser adquirido o conhecimento, tem toda uma vida para querer novas experiências.

Outrossim, vale ressaltar a falha governamental como entrave a ser combatido. Segundo Aristóteles, a função da política é garantir o equilíbrio e o bem-estar da sociedade, por meio da justiça. Entretanto, o ideal aristotélico se encontra deturpado no atual cenário vigente. Nesse viés, percebe-se que isso desencadeia a desigualdade e tal fato pode ser analisado quando observa-se a ausência de projetos gratuitos educacionais para os idosos. Desse modo, a intervenção estatal poderá mitigar esta problemática.

Diante dos fatos supracitados, urge que medidas sociais e políticas sejam tomadas para a mitigação da problemática. Logo, cabe aos jovens ser mais receptivos e acolher quem está chegando, para que assim, a exclusão não seja um problema nas escolas recebendo pessoas de idade avançada. Além disso, o Governo, responsável por garantir o bem-estar, criar um projeto com atenção voltada somente para os idosos, para que possa ajudá-los com maior atenção. Somente assim, as pedras do meio do caminho poderão ser retiradas.