Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 08/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é antônimo a tal ideia, uma vez que a inclusão do idoso no ensino superior se tornou escasso, fragilizando a ideia do escritor. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito estrutural, quanto do Estado.
De antemão, é fulcral pontuar que o preconceito e olhares duvidosos que os mais velhos padecem, leva a desistência ou inercia dos estudos. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, o número de idosos nas salas de aula aumentaram, e significamente a qualidade de vida dos mesmos também de maneira linear. Porém, ao serem questionados sobre os colegas, mais de 80% enfatizaram que sofrem descaso pela idade, onde são excluídos dos grupos de estudo e qualitativo, ouvindo piadas e pensando na desistência do curso. Desse modo, uma sociedade que visa a idade como problema, não irá solucionar as reais adversidades da vida.
Além disso, é válido pontuar que o Estado e seu descaso com a sociedade age como promotor do problema. Partindo deste preceito, Tomas Hobbes afirma que, o estado é responsável por garantir o bem estar da população. Entretanto, isso não acontece no Brasil, devido a falta ou extinção de oportunidades para o idoso alegando que a idade não é propicia a cargos, atividades e estudos. Logo, um país onde a gestão não engloba toda a nação, caminha rumo a desigualdade.
Assim, é inegável que o Estado em parceria com o Ministério da Educação e Cidadania promova: um projeto de salas separadas em faculdades e cursos para aqueles que se sintam desconfortáveis com outras idades, como também, influencia-los a correr atrás de sua graduação e capacitação profissional por meio de propaganda e criação de cursos grátis. Para que assim, idade sejam números e não empecilho.