Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 09/06/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, na qual acredita em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com os desafios para inclusão dos idosos no ensino superior tornam o país mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela negligencia das universidades(professores sem formação no quesito tratamento dos idosos, seja pela dificuldade dos idosos em se adaptar no cenário profissional.

Primeiramente, é válido ressaltar que uma das causas da falta de inclusão de idosos é a escassez de infraestrutura das instituições de ensino superior para abraçar dos avelhantados. Isso acontece, principalmente, em virtude das falta de profissionais capacitados para abranger o público idoso. Exemplos disso, podem ser encontrados nas informações divulgadas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) que afirma a criação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), na qual reivindica as faculdades a formação de professores com treinamento em serviço para dar melhor suporte aos idosos.

Além disso, é indispensável reconhecer como  a dificuldade de aprendizagem limita a cidadania do indivíduo, que tem direito ao bem-estar social. Segundo Gilberto Dimenstein, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país, o Brasil é negligente quando o assunto é inclusão de idosos. Logo é substancial a mudança desse quadro.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Estado - órgão responsável por todas as leis que regem o país - criar leis que comportem como as diretrizes criadas para minimizar a exclusão da classe envelhecida , por meio de pré-requisitos dos mais velhos que reforcem a maneira certa de tratamento a fim de assumir o seu papel na nação que por direito detêm a cidadania  e alcançar o ensino superior.