Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 10/08/2020
Na obra musical “Jovem ainda”, do seriado mexicano “Chaves”, os trechos “E velho é quem perde a pureza/ E também é quem deixa de aprender” sustentam o entendimento que essa fase da vida não deve sofrer privações. Paralelamente, esse cenário assemelha-se com o da inclusão dos idosos no ensino superior, entretanto mesmo que as medidas desse caso sejam crescentes, ainda assim há desafios a serem superados para a garantia plena desse objetivo. Enfim, é necessário compreender suas verdadeiras causas a fim de solucionar o problema.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a população idosa teve seu crescimento ampliado nos últimos anos e, conforme as simulações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, esses dados tendem a aumentar cada vez mais. Ademais, essa camada tem mostrado interesse pelos cursos de graduação e, prontamente, medidas para o ingresso nas universidades para esse grupo vem crescendo, mas a disseminação dessas informações ainda precisam de mais estímulos. Sob esse viés, vale lembrar que a Constituição Federal de 1988 garante a educação como direito social, posteriormente deve englobar toda a sociedade da melhor maneira possível, contudo em virtude desses óbices a garantia é afastada.
Outrossim, segundo a filósofa Hannah Arendt a massificação da sociedade produz uma multidão incapaz de realizar julgamentos morais, dessa forma cumprem uma ordem sem questionar e o mal, portanto, torna-se banal. Ao seguir essa verdade, é necessário compreender que ainda é predominante o pensamento do espaço universitário ser destinado aos mais jovens e, unicamente, formador de futuros profissionais. Logo, torna-se mais difícil a entrada dos idosos em uma instituição, devido a falta de incentivos por familiares e do acolhimento da comunidade estudantil, bem como a escolha tratar-se, majoritariamente, de uma realização pessoal e não trabalhista. Assim, uma mudança de valores é necessária para reverter essa situação.
Em suma, trata-se imperativo então desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Nesse sentido, cumpre ao Ministério da Educação realize investimentos em propagandas que destaquem a prontidão das universidades em receber os alunos idosos, por meio de outdoors e pelas mídias televisivas, com o intuito de aumentar a inclusão desses nas instituições. Por fim, cumpre as Universidades e a comunidade acadêmica criar projetos que evidenciam a importância de um bom convívio com os mais velhos e buscando medidas para sua melhor incorporação no espaço, por intermédio de workshops, a fim de garantir uma melhor recepção. Com essas medidas, quiçá, garantir-se-á a disseminação dos ideias da música mexicana.