Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 09/06/2020
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística classifica como idosas, pessoas que possuam sessenta anos ou mais. É certo também que representam uma parcela cada vez maior da população. No entanto, sofrem com entraves para ingressar numa instituição de ensino superior, não só pela falta de preparo do corpo docente, mas também devido ao preconceito que sofreria na sociedade.
Mormente, faz-se necessário destacar que o corpo naturalmente torna-se mais suscetível a doenças e aspectos próprios, como a perda de parte da visão. Desse modo, os educadores devem estar familiarizados com as singularidades do grupo, já que eles irão demandar mais atenção. Contudo, o que nota-se é a falta de capacidade não só dos professores, como também dos materiais de apoio, que comumente não estão adequados às particularidades causadas pela terceira idade.
Além disso, o senso comum propaga uma ideia que não deve-se estudar mais durante a velhice, tornando os adeptos à educação tardia vítimas de preconceito e julgamentos, como mostrado na série americana “Grey’s Anatomy”, na qual um estudante de medicina, com aproximadamente sessenta anos, era vítima de bullying pelos colegas de turma, em sua maioria, jovens.
Destarte, tornam-se evidentes as dificuldades e a urgência da inclusão dos idosos no ensino superior, haja vista o crescimento do grupo. Dessa maneira, há necessidade de que o Ministério da Educação, através de um projeto que forneça capacitação à profissionais do ensino e material didático adequado, crie turmas em universidades voltadas apenas para o ensino desses provectos, além de campanhas nos meios de comunicação que normalizem os estudos na idade avançada, no intuito de fazer com que eles, tranquilamente, consigam alcançar suas almejadas graduações.