Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 12/06/2020
As duas décadas iniciais do século XXI, em todo o mundo, foram marcadas pelo crescimento do número de universitários, o que proporcionou não só o aumento da quantidade de profissionais qualificados, mas também a valorização do curso de graduação. Nesse contexto, diversos programas de inclusão social, cultural e racial foram criados para com garantir a todos a oportunidade de entrar em uma universidade. Porém, ainda existem diversos desafios para com a integração do idoso no ensino superior, dentre os quais se destacam o preconceito e a falta de estrutura.
Em primeiro plano, é lícito postular que a maioria das pessoas que frequentam alguma instituição de ensino são jovens ou adultos e que a figura da terceira idade é assimilada por grande parte da população mundial como alguém que tem a mente já desgastada. Dito isso, não é de se espantar que o preconceito para com o universitário de idade mais avançada seja uma realidade. Exemplo disso, é uma pesquisa divulgada pelo portal de notícias da Universidade estadual de São Paulo, que expõe que a discriminação para com o idoso é considerada a mais universal e que mais de 10 mil estudantes afirmam considerar que depois dos 60 anos de idade é uma “perda de tempo” tentar aprender algo novo.
Ademais, é válido salientar que, em diversos países, como o Brasil, a universidade não impõe restrições de idade para com seus estudantes e se compromete em proporcionar uma educação de qualidade e universal. Entretanto, partindo do princípio que pessoas de idade mais avançada têm mais dificuldade do que o jovem para se locomover, não é possível garantir a inclusão sem adaptações voltadas para com as necessidades dos mais velhos. Isso fica bem claro em alguns filmes voltados para com esse assunto, a exemplo de “O estudante”, que retrata um idoso que enfrenta muitos desafios como universitário e um desses é quando ele não consegue sentar no ônibus devido à falta de assentos preferenciais.
Logo, é indubitável a necessidade de medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao estado conscientizar a população e suprir as necessidades físicas dos mais velhos, investindo em palestras nas instituições de ensino e em infraestruturas adaptadas para com a locomoção do idoso, a exemplo de ônibus com mais assentos preferenciais. Dessa maneira, será possível impedir o enraizamento do esteriótipo de que a terceira idade não consegue mais aprender e garantir a inserção dos longevos no ensino superior. Somente assim os desafios para com a inclusão dos nonagenários na universidade serão superados.