Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 17/06/2020
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que há diversos desafios que diminuem a inclusão do idoso no ensino superior, necessitando de medidas para combatê-los. Esse cenário antagônico é fruto das poucas vagas ofertadas em instituições superiores e poucos incentivos para essa população, além do fato da falta de infraestrutura para atendê-los.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o Brasil passa por um processo de transição demográfica, no qual sua população idosa está crescendo, tendendo ser maioria no país em alguns anos. Dessa maneira, fica evidente a necessidade de oferecer um número maior de vagas direcionadas à terceira idade, além de estímulos para levá-los as faculdades. Apesar do artigo 205 da Constituição Federal assegurar educação como um direito para todos, isso não é cumprido de forma homogênea em todas as regiões do país e, quando há vagas, não é realizado campanhas incentivando o idoso a ingressar no ensino superior. Essa realidade tornou-se um absurdo, pois o idoso precisa ser integrado à sociedade, visto que pode ainda participar da população economicamente ativa do país, cooperando com a economia local, além de ser uma importante parcela do Brasil no que se refere ao consumo.
Ademais, para ser efetivo o ingresso do idoso no ensino superior, é necessário uma adequação de toda a infraestrutura da faculdade, seja ela presencial ou a distância. Porém, a acessibilidade na construção - como rampas e elevadores - e em livros (letras maiores quando comparadas ao usual) não é uma realidade para grande parte das instituições. Essa situação é inaceitável, todavia, demonstra o quanto, ainda hoje, muitas universidades e faculdades não estão preparadas para receber a população idosa, tornando a falta de acessibilidade um desafio a ser combatido.
Portanto, infere-se que medidas exequíveis são necessárias para melhorar essa problemática da terceira idade. Desserte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, de que o MEC inicie uma série de adaptações nas mais diversas instituições do país, implementando modos acessíveis para locomoção, como elevadores, além de mudar a estrutura de livros, aumentando as letras, visando a estimular os idosos ingressarem no ensino superior. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo que esse problema causa, e a coletividade chegará mais perto da “Utopia” de More.