Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 14/06/2020
Sob tutela governamental, o Estatuto do Idoso, vigente desde 2003, almeja a garantia de direitos e de bem-estar às pessoas acima de 60 anos. Em contradição, enquanto a população idosa aumenta em ritmo gradativo, as disparidades no acesso ao ensino evoluem entre faixas etárias. Entre os inúmeros fatores, isso se deve, principalmente, à falta de incentivo estatal no ensino de idosos e a descrença social na evolução dessas pessoas.
Em primeira instância, retoma-se às dificuldades no acesso à educação em tempos passados e o preconceito que idosos são submetidos devido à isso. Anteriormente às revoluções sociais que emergiram no século XX, o acesso a educação era elitista, devido à massa populacional trabalhadora. Hoje, em meio a grande parcela de idosos com ensino fundamental incompleto, surgem ideias sociais ultrapassadas que subestimam a capacidade de ampliação do conhecimento estagnado dessas pessoas. Isto é, erroneamente, há um julgamento social que pré determina que informação e ensino são conhecimentos restritos a adultos e a jovens.
Consequentemente, ressalta-se a falta de investimento estatal em ensino superior e em cursos de formação para idosos. Sobre tal carência, na Constituição Brasileira de 1988 é teorizado o acesso igualitário à educação de qualidade. Entretanto, a carência de recursos para o investimento em locais educacionais acessíveis à aposentados, em educadores especializados em trabalho com idosos e em materiais de aprendizagem com linguagem facilitada, torna visível a segregação educacional. Dessa forma, o julgamento da sociedade e o descaso da União corroboram para a estagnação dos anciões no passado.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com órgãos não governamentais de cuidado ao idoso, invistam em cursos acessíveis de formação e palestras de incentivo ao apoio à inclusão destes ao ensino. Assim, a reconstrução do passado falho em educação de idosos, o acesso igualitário à educação, independentemente da faixa etária, tornar-se-á viável no Brasil.