Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 17/06/2020
O conceito de inclusão se refere a oferecer condições iguais de acesso a bens e serviços a todos. Todavia, considerando as dificuldades enfrentadas pelos idosos em cursar o ensino superior, é perceptível que essa inclusão não é de fato praticada no Brasil. É dever de um Estado, que se auto-declara democrático, sanar a problemática vivenciada por esse grupo.
Primeiramente, têm-se o descaso governamental em relação às dificuldades enfrentadas pela população idosa. Ainda que os direitos do idoso sejam regidos por lei, é fato que as Universidades Federais não desenvolvem um ambiente propício para o desenvolvimento estudantil do idoso. Dessa forma, essa parcela da população se vê num cenário desmotivador, impedindo que estes cresçam e participem ativamente do meio acadêmico.
Ademais, quando a terceira idade tem a oportunidade de ingressar em instituições de ensino superior, a mesma enfrenta ainda o preconceito das gerações mais novas. Segundo os dados do IBGE, estima-se que até 2060 a população brasileira será constituída por 26,7% de idosos, entretanto o desrespeito a essa importante parcela da sociedade é frequente. Seja pela dificuldade em lidar com as novas tecnologias ou pela necessidade de adaptação à um novo sistema de ensino, este grupo é constantemente criticado dentro das salas de aula, afetando sua autoestima intelectual.
Fica evidente, portanto, a necessidade de solucionar os estorvos que impedem a inserção do idoso no meio acadêmico. Dessa maneira, o Estado deve fiscalizar, por meio do MEC, que as instituições de ensino superior respeitem a lei que determina a oferta de cursos e programas de extensão para idosos. Somado à isso, esse mesmo Ministério deve implementar um canal de denúncias para reportar casos de preconceitos contra os idosos dentro de faculdades. Só assim o conceito de inclusão citado inicialmente será de fato visto na sociedade.