Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 22/06/2020
Quando levamos em conta o estreitamento das pirâmides etárias ao longo do tempo, é notável o crescimento da população idosa e o aumento da expectativa de vida, fruto dos avanços tecnológicos. Todavia, na sociedade brasileira vemos uma exclusão desse crescente grupo quando nos referimos ao ensino superior, causando uma disfunção ocupacional do mesmo, e levando ao colapso do sistema previdenciário. Destarte, tal problema requer urgentemente uma solução.
Seguindo o pensamento aristotélico, onde a cultura é o melhor conforto para a velhice, o acesso dos anciões ao ensino superior pode melhorar o quadro psicológico do grupo ao dar a eles uma função a ser exercida. É de se salientar que, a depressão no Brasil atinge em sua maioria pessoas idosas, mostrando-se ainda mais importante esse acesso.
Ademais, vale a pena salientar-se que, se tal grupo puder exercer uma profissão adequada para sua idade, o atual sistema previdenciário iria receber um grande alívio. Pois, a tendência de envelhecimento das nações sobrecarrega o sistema atual, onde os atuais jovens ativos pagam a aposentadoria dos idosos inativos.
Portanto, levando em conta os benefícios de se disponibilizar o ensino superior ao idosos, cabe ao governo, por meio do Ministério da Educação, criar um sistema de cotas para esse grupo, a fim de aumentar a taxa de idosos que cursam ensino superior. Como também, é função do mesmo, garantir que estes tenham suas necessidades atendidas, por intermédio de profissionais capacitados em atende-los nas universidades. E somente assim poderemos garantir a anexação universitária dessa parcela da sociedade.