Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 02/07/2020

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra em suas pesquisas que 39% da população acima de 60 anos é analfabeta e outros 36% fazem parte dos analfabetos funcionais. Sob esse viés, pouco é feito para amenizar a situação, visto que, segundo a revista Ensino Superior, no ano de 2017, houve apenas 2930 idosos matriculados em universidades. Logo, esses números se tornam preocupantes, haja vista que, de acordo com projeções do IBGE, na próxima década haverá mais idosos do que adolescentes no Brasil.

Analogamente, por muito tempo, os mais velhos foram vistos como incapacitados, devido as condições físicas de saúde que a grande maioria apresenta. Porém, com o aumento da expectativa de vida, eles se tornaram mais ativos mesmo com o avanço da idade. Todavia, a associação com a inaptidão continua a mesma, gerando uma espécie de preconceito, impedindo assim a inclusão, de forma ativa, dessa minoria na sociedade.

Outrossim, convém destacar que a cultura da internação em asilos é outro empecilho para a inserção dos idosos mas atividades sociais pois, os parentes perdem, de certo modo em alguns quesitos, o direito de decisão, da mesma forma que os próprios indivíduos, sendo as escolhas exclusivas das casas de apoio, que por sua vez, não se mobilizam para essa integração.

Nesse tocante, esses pontos se tornam uma problemática, como já dito anteriormente, a população do país está envelhecendo e sem a educação dessa parcela se torna impossível a contribuição dela para a nação, o que por sua vez, pode gerar um aumento de gastos na previdência e uma possível crise econômica.

Em suma, faz-se necessário medidas para reverter esse quadro no país. O Ministério da Educação deve promover políticas públicas e campanhas para o incentivo da educação dos idosos, através de parcerias com as universidades, para assim incluí-los nas atividades sociais e reverter possíveis contratempos no desenvolvimento do país.