Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 03/07/2020
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o desafio para a inclusão do idoso no ensino superior, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente, na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país seja em razão do preconceito sobre essa população ou devido à ausência das estratégias estatais.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o preconceito sobre a 3° idade rompe essa harmonia, haja visto que a internet é ainda é uma realidade muito recente. Desse modo essa parte da população enfrenta uma dificuldade de adaptação das novas tecnologias.
Outrossim, destaca-se a ausência das estratégias estatais como impulsionador do problema. De acordo com Durkhein, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Segundo essa linha de pensamento, observa-se que os idosos necessitam de ensino didático aprimorado para suas necessidades, já que as pessoas mais velhas apresentam uma curva de aprendizagem mais lenta do que as outras faixas etárias.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Destarte, o governo deve promover leis que assegurem a participação do idoso no ensino superior e a qualificação do ensino de acordo com as necessidades. Como já dito Paulo Freire, a educação transforma pessoas, e essas mudam o mundo. Ademais, toda a sociedade teria acesso à educação conforme suas necessidades.