Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/07/2020
Desde o iluminismo, compreende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.Toda via, o ingresso ao ensino superior por idosos enfrentam uma falta de inclusão social, hodiernamente, nota-se que esse arquétipo iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na pratica, seja pela falta de recursos de acessibilidade, seja pelo descaso do Poder Público. Logo, o país queira reverter tal situação, terá que adotar medidas eficazes de inclusão.
A princípio, no Brasil, há uma falta de inserimento dos longevos ao acesso a educação de nível superior. Na antiguidade clássica, em Roma, os idosos representavam sabedoria irrefutável, e dispunha de respeito e admiração social. Conquanto, atualmente, os anciões encaram dificuldades ao acesso as redes de ensino superior, devido a falta de conhecimento digital e de um ambiente acolhedor. As redes de ensino superior exigem um conhecimento básico de recursos tecnológicos, devido a uma porcentagem da grade curricular ser online, além disso, o ambiente não oferece uma estrutura de mínimo conforto a terceira idade, como cadeiras confortáveis e profissionais qualificados. Assim, tais problemas acarretam dificuldades de inclusão.
Outrossim, o pouco caso do Poder Público agrava ainda mais a situação. Nesse contexto, o filósofo Thomas Hobbes defende a existência de um Estado que garante o bem-estar social. Em oposição, sabe-se que essa ideia não é colocada em prática, já que o governo não cumpre com sua função na sociedade, que nesse contexto seria garantir a inclusão dos longevos ao ensino superior. Paralelo a isso, a teoria “Habitus’ de Pierre Bourdieu, evidência que o organismo social tende a incorporar determinada estrutura de modo a naturalizá-la e reproduzi-la, isto é, atualmente os idosos se encontram em um contexto excludente no Brasil, haja vista a negligência do Poder Público e os impactos causados. Destarte,medidas que viabilizam a exclusão e o conhecimento digital dos velhos precisam ser realizadas.
Fica claro, portanto, que os idosos sofrem exclusão social nas redes de ensino superior. Logo, é necessário que o Estado, principal agente fornecedor de bem-estar social, disponibilize ambientes de ensino confortáveis e cursos de especialização digital aos longevos, por meio dos tributos pagos pelos brasileiros. A fim de coibir a exclusão e promover qualidade de vida aos idosos. Desse modo o ideal iluminista será posto em prática e a sociedade estará no caminho do progresso.