Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 05/07/2020

Desde a revolução industrial, o Brasil segue a tendência dos países desenvolvidos, seu número de idosos vem aumentando vertiginosamente, fruto do aumento da expectativa de vida. Nesse sentido, surgem desafios para inserção dessa amostra no ambiente de ensino superior, como a marginalização e falta de acessibilidade.

Em primeiro lugar, é necessário relatar a respeito da marginalização dos idosos. Nesse aspecto, o preconceito de que o idoso perde suas funções sociais, com o passar dos anos, impede que ele seja inserido em novas funções que se julgue apto a desempenhar. Com isso, seu espaço fica, muitas vezes, limitado ao ambiente doméstico. De modo contrário, pode-se citar o exemplo da sociedade de Atenas, em que os idosos eram vistos como pais da sabedoria e desempenhavam funções diversas. Assim, para que haja inserção desses idosos, no ensino superior, é necessário que os conceitos preexistentes sejam quebrados.

Outro fato a ser abordado, é a falta de acessibilidade, para os mais envelhecidos, nos setores de ensino superior. Embora haja uma previsibilidade legislativa de inserção desses idosos, na prática a lei não é eficiente, visto que o número dessa amostra nesse setor é escasso e as dificuldades são várias, como a falta de recursos, número de vagas ofertadas e, ainda, a dificuldade de locomoção. Esses são fatos que impedem ainda mais a inserção dos idosos no ambiente de ensino superior.

Infere-se, portanto, a necessidade de inclusão dessa população. O Ministério da Educação deve promover, junto com as Unidades de Ensino Superior, a maior adesão dos idosos ao ensino superior. Por meio de ampliação de vagas e divulgação midiática sobre envelhecimento ativo em meios de comunicação e divulgação, como a Rede Globo e o SBT. Assim, o objetivo da proposta é possibilitar e facilitar a entrada desse indivíduos no sistema de ensino superior e com isso maior inclusão para uma sociedade mais justa.