Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 19/07/2020

Primordialmente, é possível entender que ao longo dos anos, a tecnologia educaional tem sido aprimorada nas universidades. Entre a maioria dos jovens que nasceram em meio “boom tecnológico”, é mais simples para se inserir. Para a maioria dos idosos, por exemplo, o advento do ambiente virtual na educação tem se tornado um empecilho.

Porém, frente ao cenário atual onde há facilidades para ingressar em uma universidade com bolsas, financiamentos estudantis, cada vez mais idosos demonstram interesse na educação e formação profissional, seja para uma realização pessoal ou para atuação em um mercado de trabalho. Segundo o IBGE feita em 2017, 31,1% dos idosos possuem acesso à web, e esse número tende a crescer.

Todavia, um dos desafios tem sido a inclusão do idoso no meio tecnológico. Grande parte dos idosos não possuem prática ou vivência diária com a tecnologia, plataformas digitas, entre outros meios que poderiam facilitar o desempenho na web. A dificuldade geralmente é resultado de uma infância pobre, sem influência direta de uma educação básica de qualidade e condições difíceis das últimas décadas, principalmente em cidades pequenas ou afastadas das grandes metrópoles.

Em tese, pode-se dizer que a tecnologia tem restringido o público das universidades a uma faixa etária definida. Uma solução plausível, seria a criação de turmas iniciais exclusivas para idosos por parte da universidade, com aulas presenciais e formato à distância, mostrando como utilizar a plataforma digital e realizar pesquisas na internet (fornecendo um roteiro prático, elaborado por professores). Após um período convivendo com o mundo digital, de forma gradativa, os idosos poderão ser inseridos nas turmas convencionais, a fim de promover a inclusão social.