Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 14/07/2020

Conforme o Artigo 25 do Estatuto do Idoso, o Estado deve apoiar e incentivar a criação de universidades abertas para idosos e a publicação de materiais adaptados para esse público. Entretanto, quando observa-se a questão do idoso na graduação no Brasil, é visível que ainda há muitos desafios a serem superados. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o aumento dos cidadãos idosos e a pouquidade de ofertas de ensino superior para estes.

Primeiramente, é indubitável o crescimento da população idosa no país. De acordo com o IBGE, em 2055, o Brasil terá sua sociedade predominantemente de indivíduos com mais de 60 anos, e, atualmente, 66,2% destes têm, como principal fonte de rendimento, a aposentadoria ou a pensão. Dessa forma, futuramente, a maioria desse grupo de habitantes será inativo e, apenas, restrito aos benefícios concedidos pela previdência.

Outrossim, é notório a exiguidade de vagas em instituições para esse grupo, e, também, a falta de incentivo por parte da governança. Segundo o economista Sir Arthur Lewis, a educação não é despesa, e, sim, investimento com retorno garantido. Conquanto, o governo não tem investido muito nesse nível da educação, e tampouco  em recursos apropriados para os idosos.

Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar a inclusão de idosos no ensino superior no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Cidadania criar campanhas que estimulem os indivíduos de terceira idade a manterem-se ativos e dando continuidade aos estudos, através de palestras e propagandas, a fim de manter a atividade desse público no sistema previdenciário, além de qualificá-los mais. Ademais, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação, deve ampliar a quantidade de universidades com graduação consentânea para esse grupo, com o intuito de tornar o ensino gratificante para o discente. Somente assim, o Artigo 25 será cumprimo e os resultados da boa educação serão obtidos.