Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 13/07/2020
Segundo o Censo de Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), entre os anos de 2013 e 2017, houve um aumento de 46,3% de matriculas de idosos nos cursos de graduação. Este crescimento, expressivo, se dá pelo falto do aumento do número dessa população no Brasil, que cresce cerca de 1 milhão por ano, conforme uma pesquisa por amostragem realizada pela P.N.A.D (Pesquisa Nacional de Domicílios por Amostragem). Com estes dados, a priori, estabelece-se uma questão, as universidades estão preparadas para suportar essa demanda?
Em primeiro lugar, é inegável que, hodiernamente, as universidades não possuem estrutura física para suprir todos os alunos, sendo esses compostos por jovens e idosos, que somados ultrapassam 6,7 milhões de alunos para 200 mil vagas, conforme o penúltimo levantamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Somado a isso, a presença de tecnologias no dia a dia, incorporada no sistema de ensino, atua de maneira excludente, pois a geração “x” tem maior dificuldade para a utilização destes recursos.
Evidencia-se, portanto, a urgência de atenuação desse problema. Posto isso, cabe ao governo a construção de mais universidades, mediante a utilização eficiente dos impostos arrecadados, e incentivos financeiros ao serviço privado para a concessão de bolsas de estudo. Com isso, teremos um país mais democrático.