Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 14/07/2020

Ingressar no ensino superior é um objetivo almejado por muitas pessoas, inclusive por uma expressiva parcela de idosos que, em virtude de diversas razões, alimentam o desejo de entrar em uma faculdade. Embora as facilidades para realizar esse intento sejam maiores do que eram há tempos atrás, a falta de preparo existente em algumas instituições de ensino e o reduzido estímulo prestado aos idosos são entraves que representam desafios para a inclusão da classe nessa modalidade educacional.

Mesmo com o ascendente interesse dos idosos em cursar o nível superior, a indiferença de muitas instituições no modo de tratá-los e qualificá-los no âmbito acadêmico ainda se faz presente. Esse desleixo é verificado, por exemplo, quando as referidas entidades não mostram preocupação em aprimorar seus professores para lidar com esses alunos na sala de aula. Da mesma forma, existe o desinteresse do próprio corpo docente no momento de planejar uma didática que seja voltada aos estudantes idosos, o qual contribui para dificultar o processo de inclusão.

Além disso, a ausência de apoio a esses agentes é outro fator que está atrelado à supressão deles no espaço acadêmico. Por falta de informação, há familiares e pessoas próximas que acabam descredibilizando a capacidade que um idoso tem de prosseguir com os estudos e se tornar um profissional competente. Esse tipo de pensamento é fruto da visão anacrônica, ainda vigente na sociedade, de que existe determinado “prazo de validade” para estar inserido em um ambiente escolar ou universitário.

Assim sendo, é assaz relevante que as entidades de ensino tomem a iniciativa de desenvolver projetos que tenham como escopo enfatizar a importância dos alunos idosos em suas dependências, bem como difundir informações que veiculem a participação crescente desses indivíduos nas universidades e no mercado de trabalho. Isso pode ser feito por meio de propagandas e campanhas publicitárias que, além de colaborarem para a diminuição do preconceito, irão encorajar mais idosos a se dedicarem a algo tão proveitoso: o estudo. O aprendizado e a capacidade de produzir não devem ser restringidos.