Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 16/07/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: educação, igualdade e bem-estar social. Entretanto, o país se afasta dessa realidade ao se analisar os desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior. Assim, a ineficiência estatal, em consonância com os preconceitos da sociedade, se tornam os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar a inobservância do governo inerente à educação como a principal potencializadora desse problema. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da política mundial, menciona que é dever de um governo virtuoso informar e direcionar os indivíduos a exercer os seus direitos. Porém, os idosos não se sentem incentivados a se incluírem no ensino superior, pois, com a negligência do Estado, ocorre uma construção do esteriótipo de que o meio acadêmico é local de crianças e jovens.

Paralelamente a esse cenário, surge a intolerância com os idosos nas faculdades como consequência desse alarmante panorama nacional. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 62% dos idosos estudantes do Rio de Janeiro relata já ter sofrido preconceitos enquanto estava no meio acadêmico. Sob essa análise, denota-se que, com a intolerância da sociedade sobre essas questões, ocorre a intensificação da barreira em incluir os idosos no ensino superior. Nesse viés, é imprescindível a atuação do governo nos problemas supracitados.

Fica evidente, portanto, a relevância do debate sobre a educação do Brasil. Desse modo, a grande mídia, aliada ao Ministério da Educação - principais formadores de opiniões sobre a educação no país -  deve, por meio das redes sociais e da televisão, publicar e mostrar para a população que é um direito constitucional dos idosos terem acesso ao ensino superior. Tal plano deverá focar, principalmente, em incentivar e normalizar a ocupação dos mais velhos no meio acadêmico, de modo a tornar a sociedade permeada pela tolerância e eficiência no sistema educacional. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.