Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 21/07/2020

Os desafios dos idosos na idade contemporânea

O filósofo francês Sartre, defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este deveria ser livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que se concerne à questão da inclusão do idoso no ensino superior. Dessa forma, observa-se que os desafios da inclusão reflete um cenário desafiador, seja em virtude de uma má representação midiática, seja pelo imediatismo na rotina. Logo, salienta-se a necessidade de discutir os aspectos sociais e políticos que envolvem essa questão.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, têm-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a inclusão do idoso no ensino superior.

Além disso, os desafios da inclusão encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “modernidade líquida”, Zygmunt Baumant defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia , pois, para se colocar no lugar do outro é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre as questões do desafio na inclusão funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a inclusão do idoso no ensino superior. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Sartre pudesse se orgulhar.