Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 28/07/2020

A Gerúsia era um conselho de anciãos espartanos, na Antiguidade Clássica, sendo composta exclusivamente por sujeitos idosos, caracterizados como sábios por sua vasta experiência  e, por isso, tinham enorme prestígio frente à comunidade. Não obstante, tendo em vista um cenário de globalização exacerbada, na hodiernidade,dois fatores impossibilitam a inclusão desses indivíduos, por exemplo, no ensino superior: a estigmatização por parte de uma miríade de pessoas, aliado ao descaso das superintendências que negligenciam a capacitação dos tais para a adesão ao mercado de trabalho, direito inalienável.

Em primeira instância, a alteridade é fator imprescindível para a sociedade vigente e, ante um processo de exacerbada urbanização, a aniquilação de vieses preconceituosos é o calcanhar de Aquiles para o progresso da comunidade. Em contrapartida, sob lentes do filósofo francês Pierre Bourdieu, o poder articula-se em simbologismos de opressão de uma maioria, que acaba por conquistar um caráter hegemônico, em detrimento de uma minoria pouco representada. Nesse sentido, o caráter taxativo da grande massa ante o desejo dos idosos no que tange à inserção ao ensino superior acaba por desestimulá-los e, por corolário, aniquilar o viés de igualdade pautado na Constituição Federal.

Em segunda instância,  a ausência de políticas que visam ensinar os idosos  torna-se prejudicial na medida em que o Brasil, segundo o jornal O Globo, possui uma população gradualmente idosa, com cerca de 30 milhões de indivíduos e com a demanda de crianças diminuta. Frente a isso, fica claro o caráter crucial que a qualificação profissional da referida população possui, sendo que o desmazelamento para com a inserção desses sujeitos nas universidades,  acarreta um estágio de ação e reação, como proposto pelo astrônomo Isaac Newton, haja vista que a anomia governamental vigente - termo caracterizado pelo sociólogo Émile Durkheim como a ausência ou desintegração de regras sociais - inviabiliza a aquisição do conhecimento necessário para a inserção desses sujeitos no mercado empregatício.

Urge, portanto, que medidas sejam implementadas para a resolução da problemática. Compete ao Ministério da Cidadania elaborar um projeto de simpósios, entregue à Câmara dos Deputados.Tal ação será materializada por meios midiáticos, como internet e televisão, e redigida por profissionais em Recursos Humanyhos, a fim de promover a interiorização do caráter empático à comunidade e, por corolário, a aniquilação de vieses de estigmas, empecilhos que dificultam a instigação dos idosos ao âmbito acadêmico. Cabe, também, ao referido órgão, promover a adesão desses indivíduos ao mercado de trabalho, por meio de subsídios governamentais, viabilizando, assim, a autonomia no tocante ao pleno exercício de seus direitos. Espera-se, com esses atos, a