Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 26/07/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Diretos Humanos garante a todos os indivíduos direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, na prática, tal garantia é deturpa, visto que a inclusão de idosos no ensino superior não se encontra efetiva na sociedade brasileira. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a descrença no sistema educacional, são os principais pilares para esse conflito.

Em primeiro plano, vale ressaltar a ineficiência estatal como perpetuadora do problema. Segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade pós Revolução Industrial, menciona que os desenvolvimento vindo do sistema capitalista não são formados com a finalidade de garantir os direitos sociais. Sob essa Ótica, falta investimento nas Universidades para receber os idosos, visto que não possuem professores para auxiliarem as pessoas de idade avançada. Assim, acabam tendo seus direitos negligenciados.

Em segundo plano, vale salientar a incredibilidade nas Universidades como agravador da problemática. Nesse sentido o site O Globo divulgou uma pesquisa realizada pelos alunos da Universidade de Fluminense, na qual 7 a cada 10 alunos afirmam que seus pais não possuem ensino superior, nem pretendem iniciar uma graduação. Por essa perspectiva, observa-se que os muitos idosos possuem incerteza sobre se formarem, visto que não possuem apoio estatal.

Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com o intuito de mitigar a ausência de idosos no ensino superior,urge que o Estado,como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais, como professores e auxiliares, garantindo comodidade para os idosos. É mister a mídia por meio de propagandas incentivarem as pessoas de mais idade a retornarem aos estudos. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.