Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/08/2020

Em 1808, a Corte Portuguesa chega ao Brasil e torna-se um marco para o Ensino Superior. Pois, nesse mesmo ano, foram implementadas as primeiras faculdades brasileiras. Já no século XXI, as universidades estão amplamente distribuídas pelo território nacional, mas os idosos enfrentam inúmeros desafios nessa modalidade educacional. Destacando-se a inadequação das práticas pedagógicas e a falta de incentivo.

Em primeiro lugar, é importante analisar que a falta de adaptação das ferramentas utilizadas para o ensino nas universidades brasileiras pode acarretar na exclusão dos idoso. De acordo com o Estatuto do Idoso, o acesso a educação é um direito básico e seus métodos, componentes curriculares e processos avaliativos devem ser adequados as singularidades da população em idade mais avançada.  Isto é, os Centros de Ensino Superior precisam compreender as necessidades dos idosos e promover a utilização de métodos e técnicas que visem a equidade do ensino. Em outras palavras, as diversas etapas do processo de ensino e aprendizagem precisam de ajustes e negligencia essa necessidade se opõe aos direitos básicos.

Em segundo lugar, torna-se pertinente identificar que a ausência de incentivo dificulta o acesso ao Ensino Superior. Segundo a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a educação deve ser igualitária e precisa ocorrer ao longo da vida. Ou seja, o ensino não pode ficar restrito a determinadas faixas etárias; ao contrário, é necessário que os idosos também participem desse processo. Nesse contexto, as faculdades públicas e privadas tornam-se um ambiente importante na promoção da educação para os indivíduos em idade mais avançada. Afinal, esses centros educacionais fornecem cursos de graduação e pós-graduação que podem favorecer a continuidade da educação.

Logo, medidas são necessárias para atenuar os desafios da inclusão dos idosos no Ensino Superior. Cabe as Instituições de Ensino Superior estimular a sua permanência nas universidade; por meio de cursos que forneçam as ferramentas necessárias para o desenvolvimento das atividades acadêmicas, visando mitigar as lacunas que dificultam o processo de aprendizagem. Ademais, o Ministério da Educação deve ampliar a quantidade de idosos em cursos superiores; mediantes a destinação de vagas nos processos seletivos para esse público, tendo como objetivo democratizar o acesso a graduação.