Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 31/07/2020
A teoria de Modernidade Líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, explica que as relações e todos os processos que ocorrem nos tempos atuais são incertos e inconstantes, ou seja tudo torna-se facilmente obsoleto em um curto período de tempo. Devido a isso, em muitas situações sociais a população idosa é invalidada no meio social, por não haver conscientização, em espaços como universidades. Logo, faz-se necessário discutir como a sociedade e o Poder Público desafiam o ingresso da terceira idade no ensino superior brasileiro.
Primeiramente, vale pontuar que existem estereótipos sobre os idosos que persistem na sociedade moderna que dificultam a inserção dessas pessoas em instituições de ensino superior. Isso porque a população cresce com a ideia de que envelhecer torna o indivíduo obsoleto e incapaz de trabalhar e estudar. Devido a isso, muitas pessoas quando chegam a idade mais avançada consideram-se invalidas de acordo com dados do site do IBGE em 2060 a população jovem vai ser uma minoria de 40% em relação aos idosos, e, devido a esses valores da sociedade, os idosos atualmente são minorias em universidades. Com isso, é possível citar a teoria de estereótipos do filósofo Noberto Bobbio, na qual diz que esses preconceitos na verdade são valores históricos sem fundamentação que acabam interferindo na inserção de indivíduos na sociedade.
Além disso, vale comentar que o Poder Público negligência a terceira idade brasileira. Isso porque não existem campanhas que visem encorajar os idosos a iniciarem uma graduação. Apesar de os números de idosos ter aumentado nas instituições de ensino superior, ainda é uma quantidade muito pequena de pessoas que buscam uma nova formação. Isso se prova por dados do site G1 na qual é dito que houve um aumento de mais de 40% desde 2013.